25 de maio de 2012

Dilma veta partes do Código Florestal que favoreciam desmatamento



Após intensa pressão social, a presidente Dilma Rousseff vetou 12 artigos e fez 32 alterações em trechos do novo Código Florestal que promoviam o desmatamento. O projeto de lei, aprovado no Congresso no final de abril com 84 artigos, representou uma derrota do Governo ao perdoar desmatadores ilegais e permitir uso de área de vegetação nativa. As alterações serão feitas por medida provisória a ser enviada ao Congresso na segunda-feira (28), junto com o veto e sanção.
"O veto parcial foi feito para não permitir a redução da proteção da vegetação, para promover a restauração ambiental e para que todos pudessem fazer isso, sem que ninguém pudesse ser anistiado ou ter as regras flexibilizadas, além de alguns pontos que eram inconstitucionais ou ofereciam insegurança jurídica", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
"Não vai ter anistia para ninguém, todos devem recompor áreas desmatadas, mas isso seguirá o tamanho das propriedades", disse o ministro Pepe Vargas, do Desenvolvimento Agrário. A medida provisória escalona as áreas a serem reflorestadas de acordo com o tamanho do rio e com o tamanho da propriedade.
Segundo levantamento do governo, 65% dos imóveis rurais tem de 0 a 1 módulo fiscal e correspondem a 52 milhões hectares e 9% da área agrícola do país. Já as propriedades até 4 módulos fiscais, designados como de agricultura familiar, representam cerca de 90% dos imóveis rurais e 24% da área agrícola.
"Dentre as alterações, 14 recuperam o texto do Senado, cinco são dispositivos novos e 13 são ajustes ou adequações de conteúdo", resumiu o ministro Luis Inácio Adams, da Advocacia Geral da União.
"Vamos recompor o texto do Senado, respeitar o Congresso e os acordos feitos", disse a ministra. "A decisão do governo federal é não anistiar desmatador e garantir que todos devem cumprir recuperação ambiental".
A ministra disse que aspectos do texto resgatados na proposta do governo são: só vai ter acesso a crédito rural que se cadastrar e regularizar em cinco anos. O governo volta ainda com os 50 metros de proteção nas veredas e com a definição de que manguezais são áreas de proteção, que estavam no texto do Senado.

Longo caminho

A legislação sobre o uso de florestas em propriedades privadas do país ainda está longe de ser finalizada. No texto sancionado pela presidente, que tramitou 12 anos no Congresso, sobraram poucas novidades. As principais disputas entre ruralistas e ambientalistas ficaram sem definição, como a área a ser recuperada em margens de rios com mais de 10 metros de largura.
Para preencher as lacunas, o governo envia uma MP ao Congresso. A MP têm força de lei desde a edição e vigoram por 60 dias, podendo ser prorrogadas uma vez por igual período, mas se não forem aprovadas no Congresso, expiram.
A medida vai primeiramente para a Câmara, onde os ruralistas são maioria --eles dizem contar com o apoio de mais de 300 dos 513 deputados, o que lhes dá vantagem nas decisões da Casa.
Os representantes do agronegócio querem que a lei amplie a área de produção (de agricultura e pecuária, entre outros) e não obrigue os proprietários a pagarem pelo reflorestamento ou multas. Eles afirmam que as alterações podem diminuir a quantidade de alimentos disponível no país. Já os ecologistas defendem a necessidade de uma maior proteção ao ambiente e à biodiversidade, além de cumprimento de multas já estabelecidas pela lei anterior.

Veto

As partes do texto que foram vetadas devem ser comunicadas em 48h para o presidente do Senado, com os motivos do veto. Ele será, então, apreciado em sessão conjunta do Congresso, dentro de 30 dias a contar de seu recebimento. Se o prazo de deliberação for esgotado, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, para votação final.
Para derrubá-lo, é necessária a maioria absoluta. Seria preciso o apoio de 257 deputados e 42 senadores. A votação é feita conjuntamente, mas a apuração é feita de forma separada.  Começa-se a apurar pela Câmara e, se conseguirem o número mínimo necessário, tem início a apuração do Senado.
Se o veto das partes do texto for derrubado, o presidente do Congresso deve comunicar o fato à presidente e enviar o texto aprovado no Congresso, para que seja promulgado e publicado.
Por outro lado, se o veto parcial não for derrubado, o que foi rejeitado pelo veto somente poderá estar em novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.



Inscrições para o Enem 2012 começam nesta segunda-feira; veja o que muda na prova

O MEC (Ministério da Educação) anunciou oficialmente nesta quinta-feira (24) as mudanças e as datas de inscrição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012. A prova acontece nos dias 3 e 4 de novembro e as inscrições, no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), começam na próxima segunda-feira (28), a partir das 10h. Os candidatos terão até as 23h59 do dia 15 de junho para se inscrever. A taxa é de R$ 35. Alunos de escolas públicas são isentos.

As mudanças nesta edição dizem respeito, principalmente, à correção da redação: a nota mínima que autoriza uma nova avaliação do texto foi reduzida e se criou a figura da banca de avaliadores. Além disso, será possível ver a redação corrigida, porém, sem possibilidade de recurso por parte do estudante. O ministério também anunciou que vai divulgar, em julho, o "Guia do Participante", com exemplos de redação "de excelência" e explicações sobre a metodologia da correção.

Redação

 Na prova deste ano, dois corretores, a princípio, olham a redação do candidato. Se a diferença entre a nota final deles for superior a 200 pontos na nota total ou de 80 pontos em cada uma das competências, um terceiro corretor entra em cena. A nota final será a média aritmética simples das menções “mais próximas”.

Caso a discrepância permaneça, uma banca, formada por três avaliadores, corrige novamente o texto. Ela, então, determina a nota final do candidato.

Na prática, o processo ocorre assim: se o corretor A, por exemplo, deu a um candidato nota 95 para a competência 1 (demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita) e o corretor B deu nota 180, a redação será automaticamente corrigida pelo terceiro avaliador, já que a diferença entre as duas menções será de 85.
São cinco competências e cada uma vale 200 -1.000 é a nota máxima na redação. Se as duas notas finais (a soma das cinco competências) tiveram uma diferença superior a 200 pontos entre os dois avaliadores, o terceiro corretor também atua. Em persistindo a discrepância, o texto vai para a banca.

Esta é a segunda mudança na diferença mínima de pontos para uma nova correção da redação. Nas edições de 2009 e 2010, era preciso que os dois corretores dessem notas com no mínimo 500 pontos de discrepância entre uma e outra para que houvesse uma nova avaliação. No ano passado, o limite caiu para 300; agora, são 200 pontos.
De acordo com o MEC, as redações terão que ter um mínimo de sete linhas para poderem ser corrigidas.


Veja o que mudou na correção da redação do Enem


Processo de correção                   Como era (em 2011)              Como ficou (em 2012)

Número de correções iniciais                             Duas                                                     Duas


Discrepância na nota total                   Igual ou maior que 300 na soma               Maior que 200 na soma total


Discrepância na competência                       Não existia                         Maior que 80 em qualquer competência


3ª correção                                               Supervisor (instância final)                     Correção independente


4ª correção em banca                                      Não existia                                        Banca (instância final)



Vista de provas

O anúncio de que os estudantes poderão ver uma cópia da redação do Enem atende, na verdade, a um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado com o Ministério Público em agosto de 2011. No acordo, o MEC se comprometia a liberar a correção do texto no exame de 2012. Foi esse, inclusive, um dos argumentos do governo nos recursos contra as decisões judiciais que obrigavam o ministério a dar vista da prova no ano passado.


Fonte: Uol-Vestibular

Primavera Árabe expõe desafios da educação após ditaduras

Países que passaram pela Primavera Árabe levarão um longo tempo para reformar a educação, não apenas pelos impactos das revoluções, mas pelos anos de repressão sob o governo dos antigos líderes. Em meio a uma situação política ainda instável, os desafios educacionais de países como Tunísia, Egito e Líbia permanecem sem respostas.

"Vimos levantes contra repressão de muitos anos: 30, 40 anos. A voz do povo não era ouvida, suas aspirações não foram atendidas. Nesses regimes, para quem governava, foi importante suprimir todas as ideias de gestão, o cultivo de ideias e a capacidade de questionar, que são desenvolvidas no mundo ocidental", compara o educador britânico Eric Liddell, que trabalha com escolas do Oriente Médio, África e Ásia há 35 anos.

Confira 10 líderes autoritários que se perpetuaram no poder

A mudança de governo nesses países requer revisões no material didático usado para justificar os antigos regimes. Na Tunísia, país que se encontra mais estabilizado em relação aos demais, foi necessária uma grande modificação: desde os livros de história até os básicos de árabe, além da forma como a língua é ensinada, exemplifica Scott Lucas, especialista em relações internacionais do norte da África e do Oriente Médio da Universidade de Birmingham, na Inglaterra.

Para ele, outro impacto das revoluções na educação é como lidar nas escolas com tópicos levantados pelo movimento na sociedade, como religião, etnias e desenvolvimento político e social do país. "Por exemplo, a questão de como o Islã é representado em uma sociedade multicultural, onde alguns não são religiosos e outros são muito religiosos. Isso tem sido muito importante na Tunísia no momento", pontua.

Acima disso, os futuros governos terão que pensar em quanto será gasto com educação, apesar de os cenários político e econômico desses países seguirem desestabilizados. No Egito, por exemplo, Heba Fatma Morayef, pesquisadora da organização Human Rights Watch na região, observa que não há grandes chances de uma nova política pública por enquanto.

"Os partidos islâmicos têm grandes planos para uma reforma na educação, então, pode haver mudanças significativas à frente. No momento, o parlamento tem sido bloqueado pelo gabinete que os militares insistem em manter, por isso a capacidade para implementar seus planos ficará mais clara meses depois das eleições presidenciais", comentou ao Terra.

Diferentes motivos levaram o povo de cada país a se rebelar contra o governo, e há aspectos educacionais distintos em cada um. Estatísticas da Unesco (órgão das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) mostram que 84,9% dos jovens egípcios são alfabetizados, enquanto na Líbia essa taxa sobe para 99,9%. Ao mesmo tempo, se o regime de Hosni Mubarak era mais preocupado em manter o poder das instituições e conseguir riqueza por meio delas, o povo sob o comando de Muammar Kadafi foi submetido a sua ideologia de estado. Para Lucas, isso significa que a Líbia está começando do zero, e agora precisa lidar com diferentes grupos étnicos e diferenças conforme a geografia. Como colocar todas essas vozes juntas por um sistema educacional?

"O desenvolvimento do ensino básico à universidade leva um tempo tremendo, não apenas para a formação de setores-chave como engenharia e medicina, porque se precisa desses serviços vitais para a comunidade, mas para todas as disciplinas. Há questões políticas, burocracias e necessidade de investimentos em longo prazo e de recursos. Dependendo do governo, eles vão investir o dinheiro onde poderão ter apoiadores", prevê o especialista da Universidade de Birmingham.

Na sala de aula

Para Eric Liddell, os desafios dependem da base com a qual se trabalha, que, por sua vez, depende do nível de repressão em que esses países se encontravam. Mais do que conteúdo essencial para alfabetização - que continua sendo ensinado -, o educador baseado em Leeds, no norte da Inglaterra, destaca outros aspectos em relação ao currículo escolar para atender às necessidades dessas novas democracias: liderança e gestão.

"Esses regimes falharam em ensinar habilidades como pensamento crítico, tomadas de riscos e de decisões. Eles criaram burocracias que não permitem o pensamento independente. No Cairo, as pessoas não trabalham de forma cooperativa, em grupo, porque precisam proteger suas próprias posições. Na Líbia, eles não pensam em suas responsabilidades sociais", afirma.

Como ensinar essas aptidões aos estudantes? Liddell, que por meio da empresa TFL Education leva cursos para escolas de países como Egito e Sudão, aposta em formas interativas de introduzir esses conceitos para a esses alunos, com jogos e vídeos. Na aula sobre liderança, o clube Barcelona serve como exemplo: não é necessário ser capitão do time para ser um líder. Messi não é o capitão, mas é um jogador decisivo. Na hora de defender um pênalti, o atleta mais importante é o goleiro. O educador usa a analogia para mostrar que todos têm a capacidade e que, às vezes, serão chamados para tomar a liderança - uma ideia nova para jovens que cresceram em um país que teve apenas um líder por décadas.

"O mundo, em 2012, apresenta todo um arranjo de novos desafios para os jovens, não apenas para os desses países. Quem serão os criadores e líderes de uma nova ordem? Não vai ser minha geração, mas, como educadores, temos um papel importante em preparar quem irá conduzir o mundo para esses novos tempos", opina Liddell.

8 de maio de 2012

3 de maio de 2012

Mande bem na redação!

Ter um bom desempenho na parte objetiva ou subjetiva nos exames dos vestibulares é muito importante, mas isso acompanhado de uma excelente redação. Partindo do mesmo princípio, é necessário ter hábito de leitura, seja editoriais - "O estado de São Paulo" - " A folha de São Paulo, ou, também revistas de grande circulação como - "Veja" e "Istoé".

Se a universidade a qual irá prestar vestibular exigir a leitura de livros, procure lê-los, uma vez que poderá citar as obras literárias nas redações fazendo analogias. Não adianta uma boa técnica de redação sem um conhecimento prévio dos temas propostos ou vice-versa, por isso é importante ler e escrever o maior número de redações que for capaz por semana.

É uma tarefa difícil, mas se deve ter força de vontade e lembrar que tudo dará e já está dando certo, pois temos determinação e a certeza que todo o esforço será recompensado.

Quando ler os textos de apoio, colocar todas as idéias que vier a nossa cabeça. Ler o rascunho em voz alta ajuda a parceber o que ainda poderá ser melhorado. Passe a limpo. Vamos estudar gramática e valorizar a aula do seu professor de gramática.

Sei que são regrinhas chatas e que logo esquecemos, mas é bom ficar atentos a elas. Use o dicionário todos os dias, a fim de melhorar seu vocabulário e não deixar nada de desentendido naquelas palavras esquisitas ou mesmo nas palavras que já conhecem, mas que por algum motivo desconhece seu verdadeiro significado.

E sem esquecer; entender melhor as figuras de linguagem pode dar aquela turbinada na sua redação, sem exageros, é claro.

Fonte: SejaBixo